As dificuldades são enfrentadas com o autoconhecimento. E ele gera o autorrespeito. Essa noção de onde, quando e como as pessoas estão nos múltiplos planos da existência (não somente neste) é a base de todo movimento de mudança.
Quando elas chegam nesse ponto, não há mais autoengano, nem autossabotagem. A verdade de cada um passa a imperar. Toma-se conhecimento das ‘qualidades’ (avanços) e ‘defeitos’ (domínios) com o mesmo respeito e compreensão para ambos.
Enquanto os ‘domínios’ (defeitos) se depuram, os ‘avanços’ (qualidades) vão naturalmente tomando conta do espaço cedido, sem violência, nem sofrimentos, pois ambos se respeitam e reverenciam um ao outro: a ‘história construída’ dos primeiros congratula e dá boas-vindas à ‘história a construir’ dos últimos.
Assim, os ‘domínios’ não mais sofrem os reflexos das mudanças (por enquanto) incompreendidas; não são mais estressados pela aflição das pessoas diante da impotência de não mais poder contar com eles, posto que, se antes serviam (eram domínios) e não eram considerados ‘defeitos’… Eram parte delas… Por que agora tornaram-se ruins? Maus? Indesejados?
O reconhecimento desses limites sempre dinâmicos é o que transforma o sentimento interior em relação às carências (indevidamente) interpretadas como dívidas para com a história individual e coletiva de cada um… Toda carência (assim percebida) é um desconhecido para algum dos domínios, cujo avanço se apresenta para supri-la…
Honremos os domínios… Abracemos os avanços… Seremos melhores e mais felizes assim.
Mensageiro da Transição